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City Logistics

Distribuição urbana de encomendas

Não é novo o conflito causado pela movimentação de cargas no espaço urbano. Porém, muitas vezes, esse assunto fora deixado de lado pelo fato de existirem outras prioridades, mais voltadas ao transporte coletivo e à circulação em geral.

Devido à crescente necessidade e ao aumento de tráfego dessas cargas, sobretudo nas áreas centrais urbanas, o tema “carga urbana” vem assumido papel de destaque nas propostas de melhorias da qualidade ambiental desses centros. Assim, com o intuito de promover a mobilidade urbana com vistas à sustentabilidade do setor transportes, surgem novas propostas de arranjos das formas de entregas nas cidades como meio de solucionar os transtornos dessa circulação de mercadorias (seja pela intrusão visual, poluição sonora, aumento do número de emissões etc). Cinco “áreas-chave” podem ser identificadas como estratégias em transportes, das quais se podem esperar ganhos ambientais e de competitividade para as companhias envolvidas no processo de movimentações de carga:

  1. motores menos poluentes
  2. treinamento de pessoal (motoristas)
  3. adoção de meios de transportes ambientalmente mais favoráveis
  4. redução do número de veículos circulando
  5. o emprego dos conceitos de city logistics

o processo para a completa otimização das atividades logísticas e de transportes pelas companhias privadas em áreas urbanas, considerando o aumento e o congestionamento do tráfego e o consumo de combustível dentro de uma estrutura de economia de mercado

De maneira resumida, city logistics se refere a técnicas e projetos que, por meio do envolvimento de ações públicas e privadas, objetivam a redução no número total de viagens por caminhões em áreas urbanas, e/ou a minimização de seus impactos negativos.

Em um mini-curso em city logistics, ofertado pela Rensselaer Polytechnic Institute e pelo Institute for City Logistics (da Universidade de Kyoto), alguns exemplos de projetos de city logistics são dados (RENSSELAER, 2002): ƒ A implementação de “drop-boxes”, para serem usados pelas empresas privadas quando o receptor da mercadoria estiver ausente, evitando, assim, viagens adicionais de entrega (essa alternativa é mais bem explorada no capítulo a seguir, como uma das soluções para o setor de encomendas). ƒ A implementação de terminais públicos (comunitários), disponíveis a todos os transportadores da região, minimizando-se, assim, o número final de entregas por grandes caminhões. A combinação, por parte da cooperativa de companhias de caminhões, na delegação de um parceiro neutro para fazer a entrega das mercadorias na parte central da cidade. Este transportador “neutro” coleta as mercadorias na área central (da cooperativa), entregando a carga em seu destino. Logo, o que se deve apreender desse tipo de projeto é que ele aumenta a lucratividade das companhias transportadoras, ao mesmo tempo em que também alcança outros objetivos que beneficiam a comunidade, de forma mais abrangente.

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